Em 21 de setembro de 2021 através de seus canais digitais a Associação Espírita Fé e Caridade, apresentou a palestra da expositora Ana Maria Being a respeito da Parábola do Joio e do Trigo (Mt 13:24-30). De forma muito clara a palestrante nos faz refletir profundamente sobre os ensinamentos de Jesus.

O nosso comentário aqui no blog da AEFC representa algumas ideias que correspondem à palestra cujo vídeo encontra-se logo abaixo, ao final deste artigo. Refletiremos sobre algumas questões também apresentadas pela palestrante com o objetivo de contribuirmos com suas ideias. Desta maneira, assistir e refletir a respeito da palestra aqui apresentada são ações obrigatórias a todos aqueles que buscam ampliar seus conhecimentos sobre o tema apresentado à luz da Doutrina Espírita. 

As parábolas de Jesus

Jesus usou de forma magistral e didática as parábolas, repletas de ensinamentos, pequenas histórias que serviam para tornar mais acessíveis ao povo e permanente em nossas memórias os ensinamentos doutrinários por ele trazidos. 

O Mestre utilizava em suas histórias comparações e situações que ocorriam na vida comum e nos interesses rotineiros dos homens, por isso usava motivos naturais da vida comum, como a pesca, a colheita, a semeadura, as festas de casamento, o uso das moedas, e assim por diante.

A Parábola de Jesus aqui apresentada pela palestrante é incluída segundo a classificação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) entre as chamadas Parábolas Sobre Como Deve ser Comparado o Reino dos Céus. Outras classificações a apresentam como uma das parábolas referentes a assuntos Escatológicos.

Parábola do Joio e do Trigo

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo;  mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?  E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
— Mateus 13:24-30.

A Parábola do Joio e do Trigo é uma das sete parábolas que o Mestre Jesus propôs a seus discípulos sobre o Reino de Deus, todas no capítulo 13 de Mateus. Apenas o Evangelho de Mateus (13: 24–30) registra a Parábola do Joio e do Trigo. Ela encontra-se claramente associada à Parábola da Rede (Mateus 13: 47–50). Ambas interpretam o “dia do Juízo Final”.

Grande parte dos discípulos de Jesus era composta por agricultores e pescadores, dessa forma quando Jesus lhes contou a Parábola do Joio e do Trigo e também a da rede, compreenderam de forma tranquila a história, uma vez que Jesus se referiu exatamente ao modo de vida que levavam.

Interpretação da Parábola do Joio e do Trigo

Essa parábola também conhecida como Parábola da Cizânia tem como objetivo principal demonstrar que aqui na Terra o mal coexiste com o bem. 

Os maus e os bons, os pecadores e os justos, vivem conjuntamente. Porém, chegará o dia em que haverá a separação. 

Aproxima-se a época na qual a Terra deverá passar por profundas modificações a fim de transformar-se num mundo Regenerado, mais pacífico e, consequentemente, mais feliz. A Terra, no dizer dos Espíritos Superiores, “não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito toda uma geração” (A Gênese, capítulo 18). 

A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Deus e seu preposto Jesus estão no comando, portanto, nada poderá dar errado, tudo se encontra sob o mais estrito controle.

Paz e Bem meus queridos irmãos.

Acompanhe agora a íntegra da palestra que inspirou esta publicação:

*Colaborou para esta publicação: Pedro Paulo Amorim.
**Imagem em destaque via Pexels.com

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