Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados Filhos de Deus.
— Matheus 5:9.

O versículo acima demonstra bem o que nosso mestre e amigo Jesus espera de Seus irmãos.

Qual o entendimento que temos em relação ao que é a fé? O que é ser resignado? Através da palestra veiculada nos canais digitais da Associação Espírita Fé e Caridade, e também por meio deste artigo, procuramos sanar estas dúvidas.

Ao olhar no dicionário a definição exata da palavra Fé, temos o seguinte: “Convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção; credulidade, crença”; ou ainda “Conjunto de ideias e crenças de determinada religião ou doutrina”. A partir destas definições, formemos nosso raciocínio.”

Fé raciocinada

Ao começarmos a estudar a Doutrina Espírita, aprendemos que esta surgiu em um momento propício, em que a humanidade estava pronta para uma nova revelação. Buscava respostas concretas para suas dúvidas, procurando sair do conceito de “fé cega”, sem explicações, para o conceito de “fé raciocinada”.

Por meio da codificação das obras básicas, Kardec trouxe à luz do conhecimento os elementos que necessitávamos para entender que é Deus, por que estamos neste mundo, entre tantas outras questões. Nossa fé já não precisava se escorar em algo místico ou dogmático, e passava a ser pautada no conhecimento de nossos papéis e nossa realidade espiritual.

Ao mesmo tempo em que obtínhamos respostas, novas questões se levantavam. Acreditar no que a doutrina explica significa aceitar tudo o que nos acontece? Significa apenas viver “seguindo a procissão”, como em um ato de estoicismo puro? Neste momento entra outro conceito que anda lado a lado à fé: a resignação.

Não é adequado ter a crença de que ser resignado significa aceitar tudo o que ocorre em nossas vidas, sem tentar modificar ou melhorar a situação. Deus nos oferece puro amor, e tentar relacionar o conceito de vidas rígidas, ao bel-prazer de uma figura divina, com tudo o que falamos anteriormente, não faria sentido. Resignação consiste em aceitar, com brandura, tudo o que não podemos modificar para melhor, usando nosso livre arbítrio. Nossas provas e nossos percalços nos foram ofertados com o intuito de promover a evolução moral e espiritual.

Resignação e evolução

Agregando o que aprendemos, devemos fazer uso de uma fé calcada nos conhecimentos adquiridos, acreditando na ajuda espiritual, acreditando na bondade de nosso amigo Jesus e de nosso Pai, acreditando que este sentimento nos traz força, nos faz sentirmos capazes de transpassar os obstáculos que nos são colocados no plano terreno, entendendo que tudo está entrelaçado com a lei divina de evolução. Esgotados os meios que temos para tentar melhorar nossas situações, devemos nos resignar e agradecer a oportunidade de melhorarmos.

Tudo o que é traçado para nossas vidas tem o objetivo de nos fazer alcançar a felicidade, mesmo que nós, nas dificuldades dos dias atuais, não consigamos enxergar com clareza o que nosso Pai faz por Seus filhos. Mas temos o costume, humanos imperfeitos que somos, de apenas ver o lado negativo de tudo o que ocorre em nossas vidas. Temos o costume de nos deixar levar pela reclamação, quando devemos tomar as rédeas de nossas atitudes, de nossos sentimentos, tendo a certeza de que, usando a fé que nos guia, a fé que nos dá força e determinação, a fé que nos leva a trabalhar para nossa evolução e em auxílio do próximo, que nos faz crer em Deus e em nós mesmos, conseguiremos transpor muitos obstáculos.

E quando os momentos de adversidade não puderem ser evitados, que tenhamos a certeza que, em sua infinita misericórdia, Deus está nos amparando. A verdadeira felicidade está à nossa espera. E a cada novo amanhecer teremos força, coragem e fé para darmos o próximo passo em direção à perfeição espiritual.

Acompanhe agora a íntegra da palestra que inspirou esta publicação:

Referências:

1. O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

2. Fundamentos da Reforma Íntima, de Abel Glaser

3. Excerto da palestra de Haroldo Dutra Dias: Fé. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Dq4LeDlOEMg

4. Excerto do programa “Transição”, com Raul Teixeira, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FkOINZ7ZxZY

* Colaborou para esta publicação: Ana Carolina Rodrigues.
** Imagem em destaque:
Luis Dalvan via Pexels.

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