O tema da palestra é encontrado no Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVIII, item 16, em que o espírito Simeão traz uma das passagens do Evangelho de Mateus e discorre sobre ela:

“Nem todos os que me dizem: ‘Senhor! Senhor!’- entrarão no Reino dos Céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus, 7:21 a 23).

“Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: ‘Sou Cristão’, para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras.”- Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVIII, item 16.

Não basta nos intitularmos seguidores do Cristo para que sejamos realmente cristãos.

Muitos dos que se dizem seguidores do Cristo, através das religiões, impõem suas ideias, moldando os ensinamentos de Jesus às suas necessidades, reconhecendo somente aquilo que é de interesse individual.

Entretanto, esquecem que Jesus veio trazer a Lei do Amor para que todos pudessem construir e espalhar esse amor em forma de virtudes, como o respeito, a tolerância, a compaixão, a empatia, o perdão, a caridade e tantas outras.

Nossa obra

É estabelecido um paralelo com a obra “Qual é a tua obra?”, de Mário Sérgio Cortella, em que o autor proporciona a reflexão sobre qual legado deixaremos após nosso desencarne, defendendo que este legado é o sentimento que deixaremos nos corações das pessoas.

Cristão morno

Outra passagem do livro de Cortella, que sugere ressonância com o tema desta palestra é a citação do Novo Testamento – “Porque tu não és quente nem frio, hei de vomitar-te” – Apocalipse, 3:15.

Partindo deste versículo traça-se um paralelo com as pessoas que não são capazes de entregar-se inteiramente aos seus propósitos de vida, permanecendo sempre em uma situação mediana de comprometimento com o que se proponha a fazer, tendo como desculpa a falta de tempo para realizar algum trabalho em prol do próximo. Aqui chamaremos este tipo de pessoas de cristãos “mornos”.

Conforme o espírito André Luiz nos traz, na obra Conduta Espírita:

“ Ainda que assoberbado de realizações e tarefas, jamais descurar o bem que possa fazer em favor de outros. Quando procuramos o bem, o próprio bem nos ensina a encontrar o ‘tempo de auxiliar’”. (mensagem 38, Perante o Tempo)

Para reforçar o conceito de cristãos “mornos”, Richard Simonetti faz uma análise da segunda parte da obra O Céu e o Inferno, e conclui :

“Se algo deva ser enfatizado neste painel portentoso do que nos espera, eu destacaria a manifestação de Espíritos que não foram maus, mas também não foram bons, indiferentes às aquisições espirituais, empenhados em sustentar o próprio bem-estar, sem preocupações com os objetivos da existência humana. Espíritos assim constituem a maior parte da Humanidade. Colhem no mundo espiritual as consequências de sua displicência, em amargas desilusões.” – Morte O que nos Espera, Introdução.

Não basta não fazer o mal

Estas reflexões nos remetem à pergunta 642, de O Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta:

– Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?

R- “Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”

Fazer o bem demanda uma ação e para que possamos evoluir, é necessário estar atento às necessidades do outro, não estar alheio ao sofrimento ou às dificuldades do nosso semelhante.

O conhecimento de si mesmo

É necessário fazermos uma autoanálise para sabermos em que patamar nos encontramos como cristãos.

  • Temos sido indulgentes para com os erros dos outros?
  • Temos feito um exame de consciência, diariamente, como Santo Agostinho nos ensinou?
  • Como tem sido a qualidade das nossas preces?
  • Temos utilizado a prece de gratidão?

O que precisamos para efetivamente para sairmos da teoria e colocarmos em prática os conhecimentos que a Doutrina Espírita nos traz, utilizando os caminhos que ela nos indica como norte para nosso crescimento espiritual?

Oportunidade de crescimento e o momento atual

Temos vivido e convivido com o sofrimento por conta da pandemia do Covid-19 a nível mundial, e o que temos feito para minimizar e amparar aqueles que estão à nossa volta e necessitam de nós? As oportunidades de trabalho em auxílio dos mais necessitados, neste momento específico que estamos vivendo, são inúmeras.

Quais são as nossas ações no bem para que efetivamente possamos dizer que :

  • Não somos cristãos de conveniência?
  • Buscamos através do conhecimento da Doutrina Espírita, vivencia-los para aproveitarmos esta encarnação, da melhor forma possível?

Estas são algumas das reflexões, à luz da Doutrina Espírita, proporcionadas nesta palestra que você pode conferir abaixo, na íntegra:

* Colaborou para esta publicação: Sandra Lemos.

Categorias: Notícias

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