A Associação Espírita Fé e Caridade é, dentre as instituições espíritas atualmente existentes, a segunda mais antiga de Florianópolis, e a quinta do Estado de Santa Catarina.
A mais antiga Instituição é o Centro Espírita Caridade de Jesus na cidade de São Francisco do Sul, fundado em 1895, seguida do Centro Espírita Fé Amor e Caridade, de 1909, na cidade de Laguna, do Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo, de 1910, na cidade de Florianópolis e finalmente, do Centro Espírita Jesus de Nazareth de 1915, da cidade de Itaiópolis.

A fundação da Instituição se deu no dia 6 de agosto de 1916, na residência de João Cândido da Silva, na Rua Victor Meirelles nº 21, no Centro da Capital. Estavam presentes na reunião de fundação vinte uma pessoas, e a primeira diretoria estava assim constituída: Presidente: João Cândido da Silva; Secretário Geral: Heitor Luz; Tesoureiro: Domingos Luiz Gonzaga e Adjunto de Tesoureiro: Lauro de Souza.

Esta Diretoria foi constituída em caráter provisório “para organização definitiva da Federação” (Livro I pág. 1).

O fato relevante é que foi fundada com o nome de Federação Espírita Catharinense, tendo como objeto de seu estatuto o caráter de Federar os Centros Espíritas e Grupos de Estudos existentes na época em todo o Estado.

Em ata de 21/11/1916, no prédio número 19 da Rua Victor Meirelles desta Capital, consta a “instalação da Federação Espírita Catharinense, neste prédio que constituirá sua sede própria”.

Nesta oportunidade Presidente João Cândido da Silva “leu uma conferência” e o Secretário Geral Heitor Luz, fazendo uso da palavra, “fez algumas considerações referentes à unificação dos Centros e Grupos de Estudos”.

O primeiro estatuto foi aprovado em reunião realizada nos dias 27 e 30 de novembro de 1916.

Há registros de que em 15 de setembro de 1916, quando tinha apenas um mês de existência, a instituição começou a publicar o jornal “A Luz”, dirigido por João Cândido da Silva.

Em 10 de junho de 1917 foi criada a “Associação Beneficente Dr. Frederico Rolla”, como departamento social da Federação. Esse grupo foi o responsável pela publicação da revista “Caridade”, que circulou no início da década de 1920.

Em novembro de 1919 foi inaugurada uma oficina tipográfica para a edição do jornal.

Em março de 1919, a instituição criou a Escola Mista Allan Kardec, que funcionava diariamente das 9 às 12 horas. Os alunos recebiam gratuitamente o material escolar e o uniforme.

A sede própria da então Federação Espírita Catharinense, na Rua Fernando Machado (no. 37), foi inaugurada no dia 24 de dezembro de 1922.

Nos registros consta que em Assembléia Geral Extraordinária, foi mudado o nome de Federação Espírita Catharinense, para Associação Espírita Catharinense, com o objetivo de “uma união entre os espíritas que fazem parte do Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo e esta Federação”.

Para tanto “foi criada uma comissão para se entender com a directoria do Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo, relativamente aos desejos de todos para que se faça a união dos espíritas desta Capital”.

Em 05 de agosto de 1925, por sugestão de Heitor Pinto da Luz e Silva, foi trocado o nome da Instituição, que passou a ter a denominação que conserva até hoje: Associação Espírita Fé e Caridade, “devendo ser tomada para data de fundação a mesma de 06 de agosto de 1916, em que primitivamente fora lançada com o nome de Federação Espírita Catharinense” ( Livro de Atas no. III).

Entre 1945 e 1952, a Associação emprestou sua sede para o funcionamento do “Grupo Espírita Discípulos de Jesus”, posteriormente denominado “União Espírita Discípulos de Jesus”.

Este grupo, do qual participavam Jobel Sampaio Cardoso, sua esposa Olga Peluso Cardoso, Waldemiro Monguilhot, Álvaro Régis, Laura Régis e Mário Cândido Raulino, realizou inúmeras atividades no movimento espírita da Capital na década de 1940, como visitas à Penitenciária para divulgação da Doutrina, Semana da Criança Espírita, feiras de livros espíritas e programas de rádio.

Em 1952, a União transferiu-se para a sede da nova Federação Espírita Catarinense, vindo a extinguir-se em 1976.

A filiação da Associação Espírita Fé e Caridade à atual Federação Espírita Catarinense deu-se em 15 de fevereiro de 1952. Dois anos mais tarde, a Associação foi reconhecida de utilidade pública estadual, através da Lei nº 1.196/54.

Em fevereiro de 1980, a entidade começou a publicar novo jornal, intitulado “Mensageiro Espírita”, sob a direção de Maria Thereza Carreço de Oliveira. O jornal circulou até fins da década de 1980.

Desde 1988, a Associação empresta sua sede para o funcionamento de outra instituição espírita do CRE-1: o Núcleo Espírita de Artes, que está construindo sua sede própria na Lagoa da Conceição.

Ao longo desses anos, a Associação Espírita Fé e Caridade vem desenvolvendo e aprimorando suas atividades de estudo e divulgação do Espiritismo.

Atualmente, a casa realiza sólido trabalho na área da evangelização infanto-juvenil, promove palestras doutrinárias, além de cursos de passes, reuniões de estudo e orientação mediúnica, visitações a asilos e hospitais e mantém, há mais de 20 anos, um importante trabalho de divulgação da Doutrina Espírita junto à Penitenciária Estadual na Capital.

Interessante que a Casa desde sua fundação, vem mantendo uma semelhança de trabalhos tais como:

  • Penitenciária: Década de 40 voltando em 1979 até a presente data;
  • Jornais e revistas: 1916: jornal a Luz, 1917: revista Caridade, e 1980: jornal Mensageiro Espírita.

Na década de 40 criou a Semana da Criança Espírita. Desde 1979 o Departamento de Infância e Juventude vem sendo trabalhado de uma forma muito dinâmica sendo hoje a maior atividade da Casa, seja em número de participantes incluindo os pais das crianças e jovens seja nas atividades de evangelização propriamente ditas.

Entre 1945 e 1952, emprestou a sede para o “Grupo Espírita Discípulos de Jesus”, posteriormente denominado “União Espírita Discípulos de Jesus”. Desde 1988, o NEA – Núcleo Espírita de Artes, utiliza as dependências da Associação, enquanto sua Sede está sendo construída.

São as felizes e belas “coincidências”.