As fotos são das mais contundentes nos últimos meses. Pessoas estendem as mãos atrás das grades solicitando alimentos, outras tentam achar seus pares sob escombros, outras gemem nos hospitais sem medicamentos. Estamos falando dos Palestinos em Gaza, assim como os conflitos continuam na Ucrânia/Rússia, assim como em outras áreas assoladas por guerras. Milhões de refugiados se espalham pelo mundo provocados pelas ditaduras, guerrilhas, misérias.

Na África as situações são dramáticas e quase permanentes em boa parte de países daquele Continente, que contabiliza milhares de desencarnes. Em muitos locais os meios de comunicação há muito deixaram de reportar e já não são o foco da atenção.

É difícil acreditar que vivenciamos no terceiro milênio, ainda, situações cruéis, de miséria material e moral, de dores, de separações, de perdas. Tudo em nome de limpezas étnicas, de mais poder, de mais extensões territoriais, de mais luxo e privilégios.

Contrastes materiais

As situações de contrastes deste planeta estão cada dia mais evidentes. A abundância favorece países, grupos, pessoas enquanto outros são consumidos por extrema pobreza e ainda vilipendiados  nos seus direitos básicos.

Como ficar impassível ante tanto sofrimento? São pessoas como nós, matando-se uns aos outros numa fúria que não se percebe nem no meio animal os quais destroem para alimentarem-se ou defenderem-se.

É certo que essas situações parecem muito distantes de nós. Como intervir? Nosso raio de ação físico é limitado. Justamente por isso temos que aprender a trabalhar com o raio de ação mental.

Ora, muitos perguntam como nosso trabalho vai influir no mundo? Aproveitamos para perguntar: o que é o mundo, senão cada um de nós?

Mundo de regeneração

Claro que é difícil revertermos os problemas do mundo mas começamos esse trabalho na nossa esfera individual. As posturas sadias de vida que adotamos vão se espalhando e contagiando outras pessoas. As pequenas delicadezas, a gentileza, o respeito aos demais, a tolerância, a solidariedade, o repasse de conhecimentos, são atitudes que vão neutralizando o processo de agressividade.

Essas ações começam no pequeno grupo. Elas não vão chegar no mesmo dia às outras regiões do mundo mas vão desencadear um processo de construção para se viver em paz, como medida preventiva. A paz que almejamos para o mundo começa até antes do pequeno grupo, é um exercício individual. 

A nossa conduta, hábitos, valores morais, merecem cultivo e adubo de maneira que vão mudando o padrão energético, criando um novo clima para o planeta. Um clima de harmonia, bem estar, unidade.

A mudança começa por nós

O campo energético do mundo é um reflexo do nosso campo energético. A violência assume as proporções que facilitarmos a ela. Repensemos o que fazer para contribuirmos com a qualidade da nossa convivência. Em casa, na rua, na escola, em trabalhos voluntários ou no trabalho remunerado, todo local é ideal para desenvolvermos sentimentos de humanidade.

Não se pode colocar vinhos novos em odres velhos (Jesus, Mateus 9:17). As novas ideias, que renovam conhecimentos e acendem sentimentos novos, estão sendo desenvolvidas por espíritos joviais, alegres, interessados em dar luz a novos paradigmas. Espíritos jovens, não na idade cronológica, mas na visão aberta, na compreensão de que o progresso deste planeta é uma contribuição de cada indivíduo.

Trabalhar pelos países e/ou continentes em crise é trabalhar os conflitos diários, na esquina da rua, na discussão do trânsito, nas brigas domésticas, nas disputas de poder, no desprezo ao colega de trabalho. Quanto mais trabalharmos essas situações, mais aperfeiçoamos nossas qualidades. Mais refutamos defeitos.

Autoridade moral

Pode parecer simplório, mas não é. É bem difícil cedermos a vez ou abrirmos mão de determinados pontos, mesmo que não nos façam nenhuma falta. Geralmente associamos esta manifestação como sinal de fraqueza.

O espírito que amadurece, que passa a uma nova compreensão do valor da vida vai  naturalmente se impondo pela autoridade moral. Não é preciso brigas, discussões, guerras. O seu campo áurico vai irradiando energia transformadora capaz de sensibilizar outras almas a se auto-trabalharem.

Começemos a trabalhar o amor próprio, vamos estendendo este amor e é com ele que abraçamos o mundo fazendo a tão necessária contribuição para diminuir as hostilidades, mesmo à distância.

Acompanhe agora palestra que inspirou esta publicação:

*Colaborou para esta publicação: Maria Thereza Carreço de Oliveira.
**Imagem em destaque via pexels.com

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